Monday, March 21, 2011

Conversa fiada...

Poizeh, faz um tempo que não posto nada né. Maldida preguiça.

Enfim, voltei, não sei quando vou postar denovo depois desse, bom, whatever, vamos ao post.

Hoje fui pegar meus sapatos no sapateiro (na verdade era um sapato e uma chuteira). Eles tinham descolado seus respectivos solados (tá certo solado?) e eu não ia comprar OUTRO sapato social, um já tá bom :P

Então (q merda, demorei 3 tentativas pra fazer um til, vide post anteriror), chegando no escritório do sapateiro tive uma certa surpresa pelo fato do mesmo ter lembrado de minha pessoa e dos meus calçados (considerando que entreguei meu sapato no sábado e a rotatividade lá é razoável), mas o mais curioso foi que depois o senhor começou a puxar papo com perguntas do tipo: "eae, tu é vascaíno é?" (eu tenho cara de vascaíno?) e etc. Eu, como bom representante da geração Y, fiquei logo impaciente, imaginando que horas ele ia catar meus sapatos do meio do amontoado lá dentro do quartinho dele.

Papo vai, papo vem, outro senhor aparece, oferece café, eu digo não, ele me chama de rico ("rico não toma café, isso é coisa de pobre", palavras dele) e minha paciência começa a chegar a níveis preocupantes. De repente eu penso: "Pow, perae, eu não tenho nada pra fazer em casa (pelo menos nada urgente), porque estou tão afobado?" Poizeh, porque eu estava tão afobado?

Eu não tenho nenhum embasamento científico e nem vou pesquisar sobre sociologia às 21:54 de uma Segunda-Feira prum blog que mal recebe visitantes. Mas, na minha humilde opinião, tirando a mim mesmo e outros amigos e colegas como exemplo, percebo que grande parte dos representantes da nossa geração tem ficado cada vez mais impaciente, mas tipo impaciente pela simples impaciência, como aconteceu comigo, fiquei impaciente apenas pelo fato do senhor estar demorando a entregar o sapato pra mim, e eu não precisava desesperadamente do sapato naquele momento.

Saca, o que custa sentar, trocar algumas palavras, pegar o sapato e ir embora? Bom, na verdade foi o que fiz, e quer saber, não foi tão ruim assim.

Creio que esses sentimentos de impaciência são de certa forma prejudiciais em diversos sentidos, os quais não citarei aqui pois estou com um sono da p... e tenho que acordar cedo amanhã.

Todos nós temos que treinar nossa paciência. Isso deve ser bom de alguma forma.

Boa noite.

1 comment:

Renato Borges said...

Ótimo post Cícero.
Bom para nós refletirmos sobre a velocidade que observamos a vida. Para que assim a gente não entre em "modo automático" e perca os simples prazeres que o cotidiano nos proporciona.
Forte Abraço!!